terça-feira, 4 de abril de 2017

Sou aquele...

Que posta e fica consertando depois.
Escreve eSpectativa e outras "pérolas" mais.
Não sabe onde coloca a crase e adora comer palavras e letras.
Tem problema com concordância nominal e verbal.
Esqueceu o que é advérbio, locução, sujeito e predicado.
Sou aquele que ninguém deve seguir como exemplo.
Mas, sou aquele que sempre vai ao Google para relembrar coisas que aprendeu na escola, mas, que na época, considerava sem importância.

PARA ESVAZIAR

Não quero detonar o lugar onde moro e sei que não existe um paraíso ideal. Em nenhum país do mundo é uma mar de rosas. Há furtos e outras "coisitas" mais.
Agora, o Rio de Janeiro o clima está esquisito. As pessoas não estão respeitando o espaço do outro. Por exemplo, na entrada e saída dos trens e dos ônibus, há indivíduos que forçam a entrada e a saída. Não quer nem saber se precisa abrir caminho.
O caos é generalizado, jogam lixo na rua e mijam nas passarelas dos trens e brts.
Além do mais, percebo o nível de estresse aumentar cada vez mais nos transeuntes, surgindo um terreno propício para brigas que podem até ser fatais.
Pergunto-me se exagero ou a crise financeira do Estado está a contribuir com a tensão crescente na população.
Infelizmente, vem a conclusão de que os habitantes do Rio de Janeiro estão doentes fisicamente e emocionalmente.
O poder público só investe nas áreas que dão grana. Veja o que aconteceu nas Olimpíadas, enquanto a de Londres fez investimento nas áreas mais pobres, para proporcionar melhorias à comunidade, aqui, foram em lugares estratégicos e ainda mal construídos, como aconteceu na ciclovia que caiu no ano passado, por causa do mar em ressaca.
A obra foi feita sem um estudo detalhado do impacto ambiental. Têm estações do BRT tão pequenas, que as pessoas quase se trombam. Sei lá, a população está crescendo de número é tamanho, por que fazer coisas tão pequenas? É só olhar às fotos dos anos 80 e 90 para perceber a mudança de volume e tamanho dá população.
Entretanto, nada se justifica a violência gratuita que se noticia todos os dias na televisão. Por que as pessoas matam as outras sem remorso? Será que a população de psicopatas aumenta, ou os indivíduos não estão sabendo lidar com seus problemas e transferem as mazelas nos outros. O valor da vida humana está se banalizando cada vez mais! Por que as torcidas organizadas de futebol matam? Uma briga de bar vira um assassinato brutal de um argentino em Ipanema? O que levou um cara agredir o motorista é a provocar um acidente terrível, o ônibus cai do viaduto?
Estamos doentes fisicamente, mentalmente e psiquicamente. Como vamos nos tratar? Se nem saúde básica não temos. Quem tem dinheiro para ir a um psicólogo, psiquiatra ou psicanalista? Tudo é tão absurdo e patético...
Enfim, desabafei e este poste não é uma crônica bem feita. Está repleta de lugares comuns e sem nenhum tipo de coesão e coerência. Às vezes, faz bem só escrever para mim mesmo e me esvaziar.





domingo, 2 de abril de 2017

O que é ser livre?

Sempre relacionei liberdade com prazer e leveza. Mas, ao longo do tempo, percebi que ser livre tem um preço. Pois, precisa-se ser independente e pagar por suas escolhas. Nada é feito de graça nesta vida é, para manter a liberdade, precisa-se trabalhar muito.
O problema da juventude é que ela só deseja o lado bom da liberdade, mas não quer assumir as consequências. Logo, o que tanto deseja torna-se seu pior pesadelo.

Agora, o que é ser livre? Viver escravo de seus instintos ou impulsos? Ou passar pela vida a reprimir seus sonhos e desejos?

Para mim, ser livre é ter consciência de si, usando a razão e as emoções para escolher o melhor caminho, sem prejudicar ninguém.


Confesso...


Tenho mania de pensar grande. Mas, o que adianta pensar na cobertura, se você não faz a fossa? Aí, mora-se numa cobertura e o cocô polui lagoas, rios e o mar. 


Nada contra em pensar nas alturas, mas, precisa refletir como fará para concretizar. Todo início tem um começo e precisa batalhar muito. Nada acontece num passe de mágica. 
Comecei a pensar sobre isto, porque estou estudando Inglês, Francês, Espanhol no aplicativo Duolingo e já quero ser fluente nas respectivas línguas. 


Então, descobri o motivo de não terminar os cursos de Inglês que iniciei no passado. É que criava altas expectativas e queria queimar etapas. Vinha a decepção e ficava desestimulado. Quando era jovem, queria que as coisas acontecessem rápido e não tinha paciência em me dedicar.


Por isso, hoje, não quero mais idealizar, quero viver um dia de cada vez. Tudo bem se não conseguir ler todos os livros que desejo ler, assistir aos filmes almejados ou ser fluente em alguma língua. Sou finito e nunca conseguirei absorver a imensidão diversa da vida. 


Finalmente, o que eu for assimilar, já é lucro. E me vou em paz, quando minha hora chegar.



 

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Tive um sonho estranho.


Estava conversando com algumas pessoas desconhecidas, sentado em um sofá aveludado. Então, percebi que estava cagado e começavam a me desprezar. Só que não senti que fiz cocô, talvez, entrei numa armadilha. Estas pessoas me olhavam com tanto desprezo, que queria matá-las. 
Quando acordei e percebi que foi só um sonho, senti-me aliviado. Mas, a sensação de vergonha, impotência e ira continuaram em mim.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Não sei se serei compreendido, mas, vamos lá...



Aprender algo novo é um jeito de abrir a mente e não deixá-la obsoleta. Concordo com este conceito e, por isso, procurarei uma maneira de aprender outras línguas, com o intuito de me reciclar.


Discordo são com as verdades "absolutas" e " naturalizantes", por exemplo: " Você precisa saber inglês para ser alguém na vida", "O inglês é uma língua universal!" ou " Quem não sabe inglês é um perdedor."


A língua inglesa é um código como outras, não é melhor e nem pior. Em outros tempos( principalmente no Brasil) aprender francês era fundamental.


Hoje, o inglês tem um peso, porque é a língua do país mais importante tanto politicamente e economicamente do mundo.


Cria-se a necessidade de aprendê-la urgentemente. Lógico que seguir as " regras do jogo" para conseguir seus objetivos é super válido, porém, considerá-las como verdades absolutas as transformam em alienação.


Aprender para deixar o cérebro ativo vale bastante a pena. Agora, ser um bichinho adestrado que faz tudo certinho que os outros mandam, a fim de conseguir um biscoitinho no final, torna-se bastante deprimente.


Tenho a impressão de como o Brasil foi colonizado e influenciado por vários países, muitos brasileiros se tornaram "bichinhos adestrados" ou "animais de estimação" dos países ricos.


Incomoda-me esta situação e tentarei aprender línguas, não por causa dos outros, mas sim para me tornar um indivíduo melhor. Pois assimilar algo novo, sai da zona de conforto e do ego inflado. Torna-se criança outra vez para explorar o mundo.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Outro dia...

 Ouvi alguém dizer que a economia é fluida e um mecanismo próprio. Assim, naturalizando-a como se fosse um fato inevitável. 

Esta ideia cai muito bem para os poderosos e a lógica perversa do capitalismo. Pois, não adianta buscar soluções e que todos precisam encarar de frente sem questionar.


A contribuição de Marx com seu materialismo histórico mostra que, na verdade, vivemos numa realidade construída a partir da infraestrutura, a qual é os meios de produção de uma sociedade. Por exemplo, na época da escravidão moderna, havia toda uma justificativa religiosa e ideológica para subjugar os negros. A igreja alegava que não tinham alma.


Depois, com a revolução industrial, houve várias manifestações contra a escravidão. Será que isso aconteceu por puro altruísmo? Ou, na verdade, os meios de produção estavam mudando.


Enfim, esta história de que os fatos acontecem simplesmente e como se fossem naturais, é uma justificativa maravilhosa para quem deseja que tudo permaneça como está: " A economia tem vida própria, a gente não pode controlar. É a lei dos mais fortes e sagazes..."
Bem gente, posso ter me equivocado na hora dos conceitos. Faz anos que assimilei esse conhecimento na faculdade. Com certeza, há teorias mais contemporâneas. Aceito observações e críticas construtivas.


Outro esclarecimento, não sou socialista e nem comunista.