Hoje, estava com raiva, devido à situação política do país, e comecei a escrever. Aí, fui me esvaziando e me senti melhor. Realmente, quando se pensa para escrever, dá-se o tempo para digerir os sentimentos e sensações. Poxa vida, estou vivo! Continuarei a caminhar, correr, escrever e a tirar foto. Tive tanta sorte de ter bons pais e um lar harmônico. Eu sei quem sou, amo viver e a cada dia aprendo a lidar com minhas limitações, frustrações e recalques. Quando terminei o texto, percebi que não tinha mais sentido e o deletei. Ainda bem que encontrei a serenidade, já que ao invés de melhorar, a cólera irá piorar ainda mais. Não quero destruir e sim construir.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
ÓDIO
Sentir animosidade é mais fácil que amar. O primeiro é um tsunami incontrolável, já o outro se precisa respirar um pouco e ponderar. Ultimamente, vive-se na ira e há uma busca incontrolável de um pretexto com a intenção de extravasar este sentimento acumulado por anos. Culpar cem por cento o outro em relação aos problemas é mais fácil e tentador. Para que refletir sobre os próprios erros se pode xingar e apontar “fatores externos”? O culto ao ódio provoca barbárie e leva à humanidade ao abismo. Por isso, tentarei não odiar quem pensa diferente de mim, pelo contrário, irei respeitá-lo mesmo que tenha que lutar comigo mesmo. Não posso me achar o dono da verdade absoluta, ninguém o é. Deus me livre semear raiva por aí.
domingo, 10 de abril de 2016
EFÊMERO
Não é pessimismo, mas, nunca lerei todos os livros ou assistirei aos filmes. Jamais conseguirei ser o ideal que gostaria de ser. Sou efêmero e um dia desaparecerei.
Este ponto de vista me liberta de mim e de minhas neuroses.
Curto minha vida da maneira que posso e vou me descobrindo como indivíduo.
Curto minha vida da maneira que posso e vou me descobrindo como indivíduo.
DEPENDÊNCIA
Esqueci meu celular em casa e, no trabalho, senti uma
sensação de perda. Estou preocupado, pois, as novas tecnologias não podem
interferir na minha vida. Não posso encará-las com órgãos vitais, mas, só um
instrumento para me ajudar no meu cotidiano.
quinta-feira, 31 de março de 2016
liberdade
Como sou a favor da Democracia tomo esta atitude. Se ler algo que não concordo, não ficarei chamando ninguém de burro ou fascista. Simplesmente deixo para lá ou clico para não ter mais atualizações desta pessoa ou a deleto. Violência gratuita e intolerância são terríveis para liberdade. Inclusive, não significa que a pessoa que tem a opinião diferente de você é burra, só possui outro olhar. Confesso que, muitas vezes, quero gritar e fazer discursos inflamados, porém, tento exercitar a tolerância, pois, não quero ser um fundamentalista e nem quero o país entre numa guerra civil, quem vai se foder será o povo( eu faço parte dele). Pensem nos terroristas extremistas que promovem dor pelo mundo como, por exemplo, os integrantes do Estado Islâmico. Nós do "ocidente civilizado" os consideramos bárbaros, será que estamos tão distante deles? Amigos que pensam semelhantes a mim ou diferente, antes de mais nada, nós somos brasileiros e, apesar das diferenças, devemos construir uma ponte para o diálogo. Será importantíssimo para nossa liberdade.
domingo, 20 de março de 2016
Você é incongruente!
Sim, sou mesmo. Arrependi-me várias vezes do que escrevi ou falei.
Paguei micos terríveis ao pensar que estava por cima e o tempo me deu uma rasteira.
Fui manipulado e se não estiver atento, posso ser controlado de novo. Já
acreditei em heróis, inclusive! Sou uma pessoa comum e limitada e continuarei a
me equivocar. Viverei minha vidinha, que não pode ter valor para ninguém, mas,
tem para mim.
Minha classe social...
Não sou elite e nem sou pobre de marré
deci. O que sou? Sou do grupo que pensa estar tudo bem, mas não está e
que vive num castelo de areia prestes a ser derrubado por uma onda. Além de se
equilibrar no fio da navalha, pensando que caminha numa estrada larga. Quando
se trabalha, tudo fica bem, porém, quando há desemprego, percebe-se seu mundo se
desmanchar. Além da falta de grana, o problema está em se olhar no espelho e se
vê como realmente é: Um indivíduo comum que para a sociedade só tem o valor de
uma peça de engrenagem a qual quando não tem mais serventia, joga-se no lixo.
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