Mas, continuo
porque me faz bem. Inclusive, ajuda-me a entender
o mundo, pois, quando escrevo, revejo meus pensamentos e percebo fatos que não
tinha visto. Outra coisa, uso a escrita como terapia e como me alivia. Além do
mais não preciso gastar dinheiro com analista. Peço desculpas à Língua
Portuguesa, se a maltrato todos os dias. Juro que não é por mal! Eu sempre
estou tirando dúvidas no dicionário e pesquiso a gramática, já que tenho dificuldade
de guardar certas regrinhas básicas. Entretanto, sempre deixo uma
"caquinha" pelo meio do caminho. Também, não sou coerente e nem tenho
coesão. Sou prolixo e desconexo. Digo tudo isto porque me enquadraram na lei
Maria da Penha, por agredir a língua Portuguesa. Convivo com ela todos os dias
e constantemente estou maltratando-a. Porém, tenho uma dúvida, e as mulheres
que a agridem? Só serão enquadradas por agressão? Enfim, postagem sem sentido
que eu fiz. Acho que vou tomar meu remedinho. Estou pelado e com uma faca na
mão. Tchau, amigos. Acho que ficarei afastado do face por algum tempo.
domingo, 18 de outubro de 2015
sábado, 17 de outubro de 2015
Sejam felizes!
Para os que me acham sem jeito, atrapalhado, mole,
avoado, com pouca inteligência entre outras coisas...
Podem até estar certos, mas, descobri a botãozinho
do foda-se e o aperto sem remorso. Sou digno e nunca fiz mal a ninguém por
querer e tenho berço, porém, não o do dinheiro e sim dos valores sólidos
passados pelo meu pai e minha mãe. Tive uma excelente educação, diferente de
certas pessoas que só querem viver na superfície e a continuar em seus castelos
de areia. A cada risinhos de deboche, ofereço um brinde para a vida que é muito
mas do que estas coisas pequenas. Sejam felizes!
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
DIAS NUBLADOS
Sei lá, de repente,
percebo beleza nos dias nublados. Antes, eu os achava tristes, mas, não são. É
a gente que dá valor as coisas e se acredita que os dias ensolarados são mais
alegres. Hoje, está um belo dia nublado e a há tanta vida, porém não se está tão
exposta como nos dias de sol. Por isso, precisa-se exercitar o olhar e refletir
um pouco mais. Dias ensolarados é amor à primeira vista e euforia, já os dias
nublados, amor à segunda vista e contemplação.
sábado, 3 de outubro de 2015
PÓ
De repente, deixei cair o copo no chão. Peguei a pá
e a vassoura, juntei os cacos e joguei no lixo. Mas, percebi que o chão ainda
tinha fragmentos de vidro que se tornaram pó. Muitas vezes, essas partículas de
vidro machucam tão quanto como os cacos grandes, podendo ser até mais
perigosos. Mesmos sendo impecável na limpeza, nossos crimes sempre serão
revelados pelos vestígios imperceptíveis que deixamos pelo caminho.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
NOVAMENTE
Ontem
assisti novamente ao filme Cisne Negro e a história mostra brilhantemente como
na arte não adianta só uma técnica apurada, mas necessita passar emoção também.
Nina
é uma jovem bailaria exemplar e com o domínio dos passos e saltos, só que não
consegue transmitir emoção. Quando consegue o papel principal do Cisne Negro,
sente dificuldade de fazer a irmã gêmea má, pois não consegue sensualizar,
mesmo desempenhado bem a personagem da irmã boa que é transformada em um cisne.
Nina
não consegue lidar com o fracasso e tem distúrbios psicológicos e psíquicos. Na
verdade, ela quer desempenhar o papel da boa menina e aluna aplicada, mas a
profundeza de seu inconsciente prega peças nela. Ela se depara com outra Nina,
mais selvagem e obscura.
Quantos
de nós somos que nem Nina, tentamos ficar na superfície das máscaras sociais e
não nos adentramos no fundo do mar para encontrar a verdadeira individualidade?
Nina
achava que os outros queriam prejudicá-la, porém era ela sua pior inimiga. Na
verdade, projetava-se nos outros. Talvez, se aceitasse fragmentada e não
somente a boa garota, ela fluiria melhor como bailarina. Poderia até se tratar
com um psiquiatra para melhorar de seus distúrbios e até de uma possível
esquizofrenia...
Por
isso, faço o oposto de Nina e admitido minhas fraquezas e obscuridade. Assim,
fico alerta em relação às armadilhas de meu inconsciente.
sábado, 12 de setembro de 2015
sobrevivência
Quando
fui jogar o lixo, vi duas pombas disputando território. No início, arrependi-me
por não ter levado o celular para tirar foto. Mas, talvez, foi melhor assim,
para que eu pudesse digerir a imagem e não só fotografa-la sem pensar. Fiquei
aterrorizado com a violência das duas pombas, criaturas aparentemente frágeis.
Elas lutavam pela sobrevivência e entrei em contato com a brutalidade viva, a
qual é completamente pura sem nenhum tipo de moral. Até as plantas disputam
entre si por espaço. Observar esta violência genuína me deixou sem ação e só
olhava fixamente aos dois pássaros e pensando que eu a tenho, também, dentro de
mim. Principalmente, com a finalidade de manter minha sobrevivência. As pombas
e eu estamos no mesmo barco e este fato me apavora.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
A HUMANIDADE AINDA TEM ESPERANÇA
Hoje
percebi que o ser humano ainda tem esperança. Quando atravessava a rua,
assustei-me ao ver uma senhora quase ser atropelada. Ela ficou nervosa e não
conseguia se mover. Um homem ajudou-a completar a travessia. Pois é, há vários
casos assim, em que anônimos viram heróis e ajudam o outro sem nenhum tipo de
interesse. Fiquei até com vergonha, poderia ter ajudado à senhora também. Mas,
na hora, fiquei sem ação e além do mais sou uma pessoa falha. Confesso minhas
imperfeições. Muitas vezes, sou antissocial, mal humorado e distraído. Assim,
tento encara-las de frente, sem somatiza-las. Não quero mais usar uma máscara
para agradar ninguém. Enfim, a humanidade ainda tem jeito, não somos pecinhas
programadas pelo sistema, ainda existe a espontaneidade individual que faz
diferença no mundo.
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