sexta-feira, 7 de agosto de 2015

FINITO



Sou Eduardo Oliveira Freire tenho 36 anos e farei 37 em 27 de dezembro de 1978. Já vejo através do espelho pelos brancos e rugas de expressão.  Percebo que o tempo veio me cobrar às opções que escolhi ao longo da vida. Não sou exemplo para ninguém, mas gosto de viver. Que venha o tempo! Estou pronto para ele! Sou filho de meu pai e de minha mãe, logo, herdei um pouco a força dos dois. Não sou tão admirável, porém, aprendi muita coisa com eles, principalmente, os valores familiares (não estou me referindo aos mascarados por palavras bonitas e ocas e sim os autênticos que só se mostram por meio de atitudes).

Meu corpo é finito e servirá de alimento aos vermes, todavia, minha alma encontrará a paz ao lado dos que eu amo de verdade.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

CORDÃO UMBILICAL( crônica antiga 2010)


Sempre me incomodei com alguns comentários de que se não sei fazer alguma coisa simples ou se cometo erros é devido à educação dada por meus pais.

Sou adulto, e se houve alguns equívocos deles, tenho discernimento para correr atrás do prejuízo.

O livre-arbítrio de cada indivíduo não conta? Ao longo desses trinta e dois anos acumulei sonhos e fracassos e devo administrar isto. Pai e mãe sempre querem o melhor para os filhos, mas algumas vezes podem errar tentando acertar.

Os filhos não devem usar isso como desculpa e se vitimizar por não terem conseguido seus intentos.

No meu caso, o cordão umbilical foi cortado há bastante tempo.


quarta-feira, 29 de julho de 2015

"SHOPE"

Fazendo uma pesquisa no Google, descobri que chope em alemão é schoppen. Será que quando escrevi (S)hop, na verdade, não errei simplesmente, mas meu eu de agora entrou em divergência com meu outro eu do passado que viveu na Alemanha? Sempre achei que experimentei outras vidas, uma vez, lembrei-me de quando era uma bactéria que chegou por aqui, através de um meteoro.

terça-feira, 21 de julho de 2015

MELECA


Pois bem, conversando com pessoal do trabalho, uma colega me avisou e me senti nu. Pois, minha fragilidade foi exposta, mostrando como sou meramente um indivíduo. Isto sempre acontece, quando se arrota ou peida em público e parece que uma onda de olhos derrubará a gente.




Hoje, isto aconteceu comigo, uma meleca apareceu na minha mão e nem me lembro de ter cutucado meu nariz. Talvez, quando assoei, ela foi lançada na minha mão e nem percebi. Mais uma vez a ideia de que tenho controle absoluto da situação caiu por terra de novo. Descobriram minha imperfeição e o que farei? O que me resta é continuar a viver e tentar não acumular neuras. 

Outro fato, uma amiga muito querida me disse que preciso ter cuidado na hora de escrever, pois estou a errar muito na concordância. Realmente, ela está certa, muitas vezes, fico com pressa de escrever e meus pensamentos são mais rápidos que minhas mãos. Aí, como sempre, deu-me toques que mostram o significado uma amizade verdadeira está em corrigir o amigo e não só fazer elogios estéreis.

Enviou-me por e-mail a seguinte frase que me marcou bastante: “Nunca subestime o poder de sedução de um vocabulário decente”. Para quem almeja ser um escritor um dia, esta frase deve se transformar num mantra.

Enfim, depois da escatologia, erros de concordância e revelações existências... Precisei escrever algo, para me ajudar a refletir sobre os últimos acontecimentos.

Cada um escolhe seu caminho, se querem sair do país, desejo boa sorte para encontrarem o caminho de vocês. Sem julgamentos e patriotismo hipócrita, acho que precisamos ser donos de nós mesmos. Agora, eu não vou embora, porque, no país onde moro está meu lar, que é minha família e sem ela perco minha identidade. Podem me chamar de covarde, estou nem aí, mas não largarei meu lar por uma aventura. Mas será que lá fora está tão bom assim? Para quem? Essas perguntas precisam ser feitas, pois, por exemplo, EUA não é só Hollywood e França não é Paris. Sei lá, acho que as pessoas precisam ter cuidado com os castelos frágeis e imaginários que podem ser destruídos pela onda-realidade. Refiro-me às pessoas que entrarem ilegalmente no país e acham que conquistarão a América e a Europa, pensando que estes dois lugares são verdadeiros paraísos, onde encontrarão a felicidade absoluta.

***
Ao ler de novo encontrei lapsos, erros e incoerências. Revisei e acho que está sanado. Curioso que, no Word, o corretor de ortografia alega que estou errado ao escrever assoei e que o certo é assuei. Procurei no Google e estou certo: 

“O verbo assoar se refere ao ato de limpar o nariz, expelindo o muco nasal através de ar fortemente expirado pelo nariz. O verbo assuar se refere ao ato de insultar com vaias ou de reunir pessoas para um motim.” 

domingo, 19 de julho de 2015

BOA SORTE!!!

Cada um escolhe seu caminho, se querem sair do país, desejo boa sorte para encontrarem o caminho de vocês. Sem julgamentos e patriotismo hipócrita, acho que precisamos ser donos de nós mesmos. Agora, eu não vou embora, porque, no país onde moro está meu lar, que é minha família e sem ela perco minha identidade. Podem me chamar de covarde, estou nem aí, mas não largarei meu lar por uma aventura. Mas será que lá fora está tão bom assim? Para quem? Essas perguntas precisam ser feitas, pois, por exemplo, EUA não é só Hollywood e França não é Paris. Sei lá, acho que as pessoas precisam ter cuidado com os castelos frágeis e imaginários que podem ser destruídos pela onda-realidade. Refiro-me às pessoas que entrarem ilegalmente no país e acham que conquistarão a América e a Europa, pensando que estes dois lugares são verdadeiros paraísos, onde encontrarão a felicidade absoluta.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Erros que preciso sempre relembrar para não cometê-los mais...


Limãos/ limões
Faixaetária/ Faixa etária
Soltar no escuro/ Saltar do escuro
De vez enquando/ De vez em quando
Nada haver/ Nada a ver
Talves/ Talvez
Vós/ Voz
Concerteza/ Com certeza
Já disse sobre isto, gosto de escrever para perceber minhas imperfeições e como devo correr atrás para supera-los.

terça-feira, 30 de junho de 2015

resgate

Recordo-me que quando era muito pequeno, acordei e fugi sozinho para o mar. Minha mãe foi até mim para não me afogar e fiquei zangado. Agora, percebo que ela estava-me a proteger das profundezas do mar.

Aliás, até hoje ela me resgata através desta recordação antiga.