De repente,
transformei-me em caçador de belas imagens, as quais muitas vezes são ocultas
pelo cotidiano e o tempo corrido. Quando consigo fotografa-las sinto alegria de
viver. Pois, percebo que não virei um autômato que vaga por aí, sem nenhum tipo
de sensibilidade para admirar as coisas belas e simples que jorram quase
imperceptíveis nesse mundo moderno, consumista e veloz. Inclusive, sinto
liberdade de viajar a outros sentires, sem sair de casa. Outro fato, sou também
TIRADOR DE FOTO MALFEITA DE CÂMERA DE CELULAR QUE ABUSA DOS FILTROS DO EDITOR
DE FOTOS E DO INSTAGRAM. Tenho a consciência que não sou fotógrafo e nunca
vestirei uma camisa que não é minha. Uma das minhas poucas virtudes é saber me
colocar no meu lugar e ninguém precisa fazer isso por mim, OK.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Historinhas
De repente, vejo a danadinha da pomba a descansar no
parapeito do basculante. Já tirei uma foto dela, mas como a vidraça é
translúcida, não dá para vê-la nitidamente, só seu contorno. Ela fica ali o
tempo todo. Quando termino anotar algumas coisas, vejo-a ainda basculante. Sinto pena e
percebo como sou tolo, ao inventar uma história triste para ela e me sentir
alguém especial por ser benevolente com ela. Ela é o que é e está mais próxima
do divino do que eu, que fico inventando "historinhas".
domingo, 1 de fevereiro de 2015
tudo tem um jeito
Fodeu
Perdeu
A vida é assim
Relaxa
Perder faz parte
Cura as feridas
Siga em frente
Tudo tem um jeito
O que não tem solução
A morte
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
reconhecimento universal
Sou a favor do
relativismo cultural, que visa respeitar a cultura do próximo. Mas, acredito
que há um reconhecimento universal entre os indivíduos que faz com que haja
solidariedade entre eles, mesmo que sejam de povos e etnias diferentes. Sei lá,
uma ética que ultrapasse os valores locais de uma região, valorizando o humano
em si e não as representações sociais.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Uma vez...
Li um conto
que me marcou bastante: A TERCEIRA MARGEM DO RIO de Guimarães Rosa. O relato
conta a história de um homem que ficou em seu barco, no meio do rio, vivendo em
um mundo à parte. Então, imaginei que dentro de mim existe a terceira margem do
rio, ondo fico um pouco para descansar do cotidiano. Depois, retorno com meu
barquinho, quando o sol começa a nascer e os passarinhos a cantarem.
aniversário...
Pessoal, este ano faz
dez anos que fiz meu primeiro blog no uol e depois mudei para blogpost. Parece
que foi ontem! Aprendi, errei e persisti. Não ganhei dinheiro e nem prestígio,
continuo um ilustre desconhecido. Porém, o
que conquistei foi encontrar minha
individualidade e assimilar melhor as informações que encontro pelo caminho, uma
vez que quando escrevo, passo a limpo pensamentos e revejo até minhas opiniões.
Sei que tem muitos textos meus que não são publicáveis e nem possuem valor
literário. Mas, divirto-me experimentar e ensaiar uma reflexão, mesmo que não
seja tão original e sim reflexo do senso comum. Por mim, continuarei muitos anos a escrever, a
errar e a superar os equívocos. Porque como já disse várias vezes, descobri na
escrita uma forma de terapia e, também, um tipo de exorcismo de meus devaneios.
Ia me esquecendo... Há cinco anos faço vídeos também, minha atuação é péssima e tenho poucas visualizações, inclusive.
Entretanto, persisto! Ficarei um velhinho que posta textos e vídeo na Internet,
bem...
Se o mundo não acabar
antes.
Ou se eu não morrer antes...
Ou se eu não morrer antes...
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